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Ancaje - Vida Saudável

... aqui vou registando diariamente, detalhes da minha reeducação alimentar com base Crudivegana. Nesta minha nova forma de viver aprendo a comer, a valorizar-me, a dar valor ao realmente importa, a amar mais e a viver em plenitude.

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Ancaje - Vida Saudável

18
Jan16

Porque deixei de consumir Glúten e quais os malefícios para a nossa saúde


Ancaje

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O pão é bíblico. É um símbolo de prosperidade, do próprio alimento em si e, para muitos, até de comunhão com o divino.

No entanto, milhões de pessoas em todo o mundo sofrem da incapacidade de digerir este tipo de alimento, ou ainda de qualquer tipo de alimento que seja derivado do trigo, do centeio ou da cevada, em especial pela presença de uma certa proteína altamente alergénica denominada glúten.





A sensibilidade ao glúten é variável de acordo com cada indivíduo, e existe num amplo espectro de possibilidades e sintomas. De um lado temos os indivíduos celíacos, que são incapazes de processar sequer infinitésimas partículas de glúten que ficaram como resíduo em um qualquer utensílio que foi usado para preparar um prato com glúten. Do outro lado, temos os indivíduos que, aparentemente, não têm qualquer tipo de problema com o glúten. E entre um e outro extremo, uma enorme quantidade de indivíduos sofrendo mais ou menos com sintomas diversos de intolerância a esta substância.

O diagnóstico da intolerância ao glúten não é muito óbvio, e é relativamente comum que uma pessoa passe a vida inteira sofrendo com sintomas desagradáveis diversos sem relacionar os mesmos ao consumo dos vários cereais que contêm glúten.

A lista de sintomas conhecidos e associados à intolerância ao glúten é grande. Vejamos alguns dos mais significativos:

- Crônica perda ou ganho de peso

- Deficiências nutricionais resultantes de má absorção (ex: deficiência de ferro)

- Problemas gastro-intestinais (inchaço abdominal, dor, gases, obstipação, diarreia)

- Gordura nas fezes (devido à má digestão)

- Dores nas articulações

- Depressão

- Eczema e dermatites diversas (descamação nas mãos e dedos, por exemplo)

- Enxaqueca

- Exaustão

- Irritabilidade e mudanças comportamentais

- Infertilidade, irregularidade do ciclo menstrual, aborto espontâneo

- Câimbras, comichão e perda de sensibilidade na pele

- Crescimento reduzido (em bebês e crianças)

- Declínio na saúde dental


Como se vê, a lista é muito extensa e vai da psoríase à osteoporose, da infertilidade à obesidade. Assim sendo, fique atento: pode ser que o seu pãozinho de cada dia esteja realmente subtraindo muito de sua qualidade de vida.

Um dos maiores problemas com a intolerância ao glúten é sua natureza insidiosa. Cerca de 75% das pessoas intolerantes não demonstram qualquer sintoma aparente de algo que, com o tempo e o consumo frequente, pode vir a se tornar uma doença auto-imune, um dano permanente no sistema nervoso e até um cancro intestinal. Algumas destas condições desenvolvem-se silenciosamente sem sintomas iniciais de fácil identificação.

A recomendação é que cada indivíduo busque o quanto antes saber se o seu corpo tolera bem ou não esta substância com o intuito de evitar um sofrimento desnecessário.

Existem hoje diversos testes que auxiliam no diagnóstico desta inadequação digestiva, tais como a biópsia do intestino. Entretanto, a hipótese estimada de um médico convencional relacionar um problema de saúde qualquer com a intolerância ao glúten é de apenas 2% (!!). A absoluta maioria dos indivíduos realizou o simples teste do auto-diagnóstico, que trata de eliminar o glúten por um período de duas a seis semanas e observar se determinados sintomas de saúde recorrentes desaparecem por si.


O trigo hoje em dia é o cereal mais problemático para a saúde (haja intolerância manifesta ao glúten ou não) porque foi intensamente manipulado/hibridizado (ainda não se falava em alimentos manipulados genéticamente) nos anos 60-70 durante a chamada “Revolução Verde”, tendo sido criado um híbrido anão (90% do trigo hoje cultivado e consumido mundialmente) com elevada produtividade e resistência climática.


O trigo é, na alimentação, um dos maiores responsáveis por alergias e intolerâncias alimentares. Embora o motivo exacto não fosse muito claro, muitos especialistas apontavam como grande responsável o excesso de glúten existente nas actuais variedades de trigo. Um tipo de proteína encontrada em muitos cereais, incluindo o trigo, forma bolhas de ar, criando uma textura suave e maleável, de particular interesse para a indústria de panificação/pastelaria. Porque a suavidade foi e é considerada desejável, actualmente o trigo é o resultado de sucessivos híbridos de forma a ter mais glúten do que nunca.

Este novo híbrido contém uma elevada percentagem de glúten (fonte da proteína gliadina irritante para a mucosa intestinal) como jamais o trigo dos nossos antepassados conteve, e é hoje molecularmente tão complexo que o corpo já não reconhece e consegue digerir/assimilar eficazmente, levando de forma gradual a uma inflamação e permeabilidade intestinal (“leaking gut”) precursoras de toda uma série de problemas de saúde de carácter intoxicante, debilitante, inflamatório, alérgico/auto-imune. Parece que causa reacções alérgicas em geral, particularmente em mulheres de sangue tipo O.

Apesar de que o trigo possa conter muitos nutrientes, isto não quer dizer que seja necessariamente bom para nós ou fácil de digerir. De facto o trigo ocupa o segundo lugar, a seguir aos lacticíneos, no número de doenças físicas e mentais cujo consumo desencadeou em consumidores desinformados.

O glúten (que em latim quer dizer “cola” - tem uma característica “pegajosa” - é mesmo uma cola – misturando farinha de trigo com água você pode fechar envelopes com esta cola!) interfere com a correcta dissolução e absorção dos nutrientes no intestino. Como podemos imaginar, alimentos mal digeridos originam um resíduo pastoso no intestino, que dá um alerta ao sistema imunitário para que este entre em acção. Estas partículas de alimentos mal digeridos fazem com que o corpo reaja negativamente, tentando controlar os danos, enviando moléculas inflamatórias para assinalar as partículas dos alimentos, o que resulta num ataque que também atinge a mucosa do intestino delgado. Este ataque inflamatório coloca-nos em risco de contrair, a longo prazo, uma doença auto-imune.

A inflamação intestinal, como agora já se sabe, é também responsável por muitas doenças cerebrais. A inflamação intestinal pode ter início quando o sistema imunitário reage a uma substância estranha presente no organismo. Quando os anti-corpos do sistema imunitário entram em contacto com uma proteína ou antigénio aos quais uma pessoa é alérgica, a inflamação desencadeia-se, libertando uma série de químicos prejudiciais chamados citocinas.

 

Fonte: Recolha, tradução, compilação e redacção: Humberto Tomás e Guilherme Juvenal

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