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Ancaje - Vida Saudável

... aqui vou registando diariamente, detalhes da minha reeducação alimentar com base Crudivegana. Nesta minha nova forma de viver aprendo a comer, a valorizar-me, a dar valor ao realmente importa, a amar mais e a viver em plenitude.

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Ancaje - Vida Saudável

06
Abr16

O comer emocional ou compulsivo


Ancaje

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Todos os dias encontro pessoas que me contatam com o mesmo problema: o vício alimentar. Este é um estado em que o nosso organismo começa a ter comportamentos compulsivos, caracterizados pela perda de controlo daquilo que se come e do comer emocional. Algumas pessoas falam sobre isso mais abertamente do que outras, uma assumem esse comportamento outras não, mas realmente não há dia em que não “conheça” uma nova pessoa que sofra com compulsão alimentar e a sua ligação ao que “consumimos”, sob a forma de comida ou emoções.

 

Qualquer compulsão  ou vício alimentar, aparece devido à necessidade de sentir alívio e libertação que, neste caso, as pessoas obtêm através da comida. Escusado será dizer que isso só acontece porque se trata de pessoas que suprimem o que realmente estão a sentir e a pensar. Tudo o que é sistematicamente suprimido, mais cedo ou mais tarde explode na nossa cara, e no caso da alimentação isso acontece através das crises de compulsão alimentar. Por outras palavras, se restringimos o que comemos (ou durante x tempo comemos menos do que é suposto) e simultaneamente suprimimos o que pensamos e sentimos, já sabemos que mais cedo ou mais tarde, garantidamente vamos passar pelo extremo oposto: compulsão alimentar.

 

Qualquer pessoa procura a sensação de bem-estar e de alívio emocional, e não há mal nenhum nisso. O problema com os vícios (porque é isso que a comida é para algumas pessoas) é que se tornam uma espécie de fuga à realidade. E quanto mais suprimimos e fugimos do que sentimos, mais nos desligamos de nós próprios, mais nos afundamos na comida para lidar com o mal-estar...e o ciclo vicioso não tem fim! Ideias a reter daqui:

  1. Qualquer tipo de vício só existe porque queremos obter a sensação de alívio temporário.
  2. Qualquer tipo de vício começa por ser mental e depois passa a ser físico.
  3. Qualquer tipo de vício só se mantém, porque assim que removemos a substância que usamos para obter alívio imediato, começamos a sentir-nos desequilibrados e “sem chão” – ninguém gosta de se sentir assim. Mais difícil ainda se torna lidar com vícios alimentares, porque contrariamente ao álcool e outras substâncias que podemos cortar totalmente, qualquer pessoa precisa de comer.
  4. Qualquer vício tem duas componentes: uma dependência química provocada pela substância usada, e uma tentativa de fuga à realidade (algo que não queremos encarar de frente).

Basta perceber isto: O que precisamos de eliminar não é a procura de alívio imediato, mas sim a substância ou atividade que usamos para não sentir o que é suposto sentir. O alívio deveria ser obtido através dos pensamentos; através da libertação emocional (ex.: chorar) ou expressão verbal – não através de comida ou outra substância/atividade que serve para distrair.

 

Qualquer outra “fuga” à realidade mostra que não estamos em alinhamento com quem realmente somos. Mostra que estamos dispostos a adormecer-nos com qualquer coisa para não sentir o que realmente sentimos, nem pensar o que realmente pensamos (e nunca dizemos aos outros), para não entrar em conflito com terceiros.

 

Portanto, um vício nunca pode ser eliminado enquanto insistimos em continuar a distrair-nos do nosso verdadeiro estado emocional e mental.

E é isso mesmo que vejo sistematicamente em toda a gente que refere os problemas da compulsão alimentar: 1) são pessoas que suprimem o seu estado emocional com frequência, colocando-se sempre em último lugar na lista de prioridades; 2) são pessoas que frequentemente não ingerem nutrientes suficientes, o que apenas as deixa mais vulneráveis para o aparecimento de um novo episódio de compulsão alimentar. O problema é resolvido quando estas duas necessidades começam a ficar satisfeitas.

 

 

Resumindo e concluindo, para que a ingestão alimentar compulsiva possa ser eliminada, o que precisamos de fazer do ponto de vista físico é fornecer nutrientes (e especialmente carboidratos!) suficientes ao nosso corpo e cérebro, para que possamos pensar com clareza, ter humor positivo e funcionar no nosso melhor. Do ponto de vista emocional, é fundamental descobrir o que estamos a tentar encobrir com o acto de comer. O que estamos a evitar enfrentar? De que é que andamos a fugir ou o que não queremos ver? O que é que estamos a tentar evitar? – eis as perguntas mais importantes que qualquer pessoa que tem vícios (alimentares ou de outro tipo) deveria fazer. Esta é a única forma de chegar ao cerne do comportamento e alterá-lo.

 

Fonte: Zlati Dencheva

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